Educação: Estudou no Newnham College da Universidade de Cambridge (1938-1941), especializando-se em química.
Pesquisa com Carvão: Durante a Segunda Guerra Mundial, trabalhou na British Coal Utilization Research Association, onde obteve seu PhD em 1945 por pesquisas sobre a porosidade e microestrutura do carbono.
Cristalografia em Paris: Aperfeiçoou a técnica de difração de raios X no Laboratoire Central des Services Chimiques de l'État.
King’s College London: Liderou estudos sobre o DNA, capturando a famosa "Foto 51", evidência física da estrutura em dupla hélice.
Trabalho Final: Mudou-se para o Birkbeck College, onde liderou pesquisas sobre o vírus do mosaico do tabaco (TMV) e o vírus da pólio.
Foto 51 e Estrutura do DNA: Utilizando técnicas avançadas de difração de raios X em amostras de DNA úmido, Franklin obteve imagens precisas que demonstraram a forma helicoidal do DNA. A Foto 51 foi crucial para que Watson e Crick construíssem seu modelo, sem que ela soubesse.
Cristalografia de Raios X: Especialista na área, aprimorou métodos para analisar estruturas moleculares, sendo uma das poucas a dominar essa técnica na época.
Estudos sobre Carvão e Grafite: Antes do DNA, realizou pesquisas importantes sobre a microestrutura do carbono, úteis durante a Segunda Guerra Mundial.
Pesquisa de Vírus: Contribuiu para entender a estrutura do vírus do mosaico do tabaco.
Apesar de seu trabalho crucial publicado na revista Nature em 1953, Franklin não recebeu o reconhecimento devido na época, sendo frequentemente omitida no Prêmio Nobel concedido a Watson, Crick e Wilkins em 1962.
Formas A e B do DNA: Demonstrou que o DNA podia existir em duas formas (A e B) e obteve imagens nítidas da forma B, a forma estruturalmente relevante em condições celulares.
Estrutura da Molécula: Deduziu, através de cálculos matemáticos precisos, que a molécula tinha uma estrutura helicoidal e que os grupos fosfato situavam-se no lado externo, corrigindo hipóteses anteriores de Watson e Crick.
Dados para o Modelo: Seus relatórios, incluindo a Foto 51, foram cruciais para Watson e Crick concluírem o modelo de dupla hélice, embora obtidos sem seu consentimento direto no momento.
Os principais obstáculos enfrentados por Rosalind Franklin foram o sexismo estrutural no ambiente acadêmico, o silenciamento de sua contribuição crucial na descoberta da estrutura do DNA e a apropriação de seus dados (Foto 51) por colegas homens, resultando na exclusão de seu nome do Prêmio Nobel.
"A ciência e a vida cotidiana não podem e não devem ser separadas. A ciência, para mim, oferece uma explicação parcial da vida. Na medida em que se baseia, fundamenta-se em fatos, experiência e experimentação."
"Faça algo e, se não conseguir, faça outra coisa."
Acredita-se que ela tenha dito, em tom de indignação sobre o trabalho de Watson e Crick: "Como eles ousam, eles não têm o direito!" (referindo-se ao uso de seus dados sem autorização).